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MensagemEnviado: Dom, 01/Jul/2018 23:14 
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Oi, faz muito tempo que não faço minhas postagens aqui. Vim aqui porque tenho uma grande dúvida, não relacionada ao espiritismo, mas por algo que ocorreu no meu passado ainda no início de minha infância e que envolveu um tratamento espiritual que fiz por indicação de uma parente minha (ela indicou isso a minha mãe na época). Não conseguia falar direito e foi lá que comecei a falar. Até que tenho boas lembranças de lá, apesar de vagas.

Na verdade era, não, é ainda um centro esotérico aqui em Niterói, que envolve, de acordo com uma conversa recente que tive com esta parente, uma tia, que ainda faz parte da equipe de lá, incorporação de entidades angelicais ou celestes nos médiuns de lá. Acontece que na época havia um representante, que já faleceu há muito tempo, que incorporava, segundo ela, o arcanjo Miguel :shock: e então fazia trabalhos de consulta e desobsessão ou tratamento. Segundo ela, agora eles trabalham com outra ordem de espíritos (não sei qual).

Minhas lembranças são vagas, até porque tinha até uns 4 ou 5 anos quando ia lá, mas me lembro de algumas coisas. Quando entrávamos, antes do culto, ficávamos parados e a equipe passava um defumador ao nosso redor. Havia um culto e tinha uma hora em que as pessoas levantavam e recebiam passe, se não me engano aquele do tipo que remove fluidos ruins, não era bem como o passe espírita. Ficávamos dentro de círculos desenhados por giz no chão e próximo a cada um havia um copo de água, também no chão. Não me lembro de mais detalhes. Bem coisa de esotérico, né? Havia uma mesa e nela havia uma cruz, segundo ela. Eu até me lembro que havia um quadro com a imagem de Jesus na parede. Atrás da casa havia um jardim com uma árvore. Era uma casa azulada.

Mas a parte mais interessante vem agora. As crianças tinham medo do representante, quando incorporado pelo arcanjo Miguel, que segundo esta tia e também segundo minha mãe, que também ficava lá, ele era autoritário, mas por algum motivo gostava de mim e eu dele, tanto que eu mesmo o chamava de "vovô" :lol: :roll: . Eu era a única das crianças que ele deixava ficar junto a ele durante parte do culto, ficava agarrado nas pernas dele (talvez porque me sentia mais seguro ali?). E as demais crianças com medo dele e eu ali com ele na boa... :twisted: Os demais membros da equipe tentavam me tirar de perto dele :twisted: , mas ele diversas vezes pedia para deixar eu ali com ele, e quando ele dizia que era para eu sair e voltar a ficar com minha mãe na sala, eu o obedecia, não ficava de malcriação ali não.

As primeiras vezes que eu conseguia falar alguma coisa era quando ele e todo um círculo de oração ao meu redor impunha a mão sobre minha cabeça, e daí ele dizia que eu podia falar o que quisesse, e na maioria das vezes ficava chamando por minha mãe, e quando tirava a mão, voltava a ficar mudo. Era na verdade não o representante em si, mas o arcanjo, como se ele estivesse naqueles instantes temporariamente me curando daquilo :shock: . Não é à toa que queria ficar com ele!

E aí está a questão, enquanto as outras crianças ficavam assustadas por causa do jeito autoritário, não do representante, mas do próprio arcanjo (ou egrégora?) manifestado através dele, segundo a minha tia, havia uma sintonia entre eu e aquela entidade, que não havia com as demais crianças. Até mesmo os meus pais ficavam um pouco assustados com aquele jeito autoritário da entidade. Mas eu meio que ficava ali à vontade, como se eu e aquela entidade tivéssemos algum vínculo pretérito. 8) Segundo o que sei sobre espíritos mais evoluídos, eles podem se manifestar em vários lugares ao mesmo tempo, em diversos cultos mundo afora. Isso é, se vários lugares estiverem manifestando uma entidade como aquela, ela vai se manifestar em todos ao mesmo tempo, como se fossem pessoas distintas, mas são todas a mesma entidade, como uma legião. :shock:

Se for mesmo o próprio arcanjo Miguel, segundo minha tia, que se manifestava através do médium representante, e por causa daquela sintonia que tinha com aquela entidade... E por ser aquela entidade justamente um arcanjo, um espírito mais evoluído, e não como os demais meros mortais ali da sala (e que até me curava temporariamente)... Será que isso já poderia dizer algo e meu respeito, isto é, em termos de evolução espiritual?

Pesquisei um pouco sobre este arcanjo e vi que ele é um dos principais, senão o maioral. :shock:

Olha só, eu sempre meio que desconfiei que havia algo em mim que me diferenciava e ainda me diferencia de muitos ao meu redor. Sei lá, a minha forma de entender as coisas parece se diferenciar, fora que muitos já me acharam um sujeito esquisito, que não se enturma com colegas de mesma idade, como que se eu tivesse vindo de outro mundo ou algo assim. E é verdade, porque eu sempre meio que estranhei, ao menos, o comportamento da maioria de meus semelhantes, meio como se muitos ao meu redor fossem meros robozinhos ou animaizinhos (em relação aos colegas de infância), apesar de ter tido mais afinidade com alguns poucos ao longo da vida, como se os demais fossem seres estranhos a mim. Por isso não tive muitas amizades. :cry:

Antes de ter esta conversa recente com minha tia, eu acreditava que tinha afinidade com o representante, mas jamais imaginei que era na verdade com a entidade, o arcanjo Miguel! Isso me surpreendeu MUITO! E esta conversa tive durante a festa de casamento da minha irmã (a minha tia estava sozinha no momento e aproveitei para conversar com ela sobre isso num canto). Agora que sei esta verdade, acho que já posso me entender um pouco melhor e talvez até ter uma pista sobre meu papel neste mundo. Esta suposta relação pretérita com uma entidade tão evoluída poderia também dizer sobre o fato de eu ter sempre sido uma pessoa mais idealista e de comportamento mais inocente mas ao mesmo tempo perspicaz, além das minhas intuições, sem toda aquela malícia que a maioria dos colegas de infância tinham. Neste aspecto não era nem um pouco como eles.

O que quero saber é: O que vocês acham disso? Acham que seria mesmo o próprio Miguel ou apenas uma egrérora representativa dele (espíritos que trabalham para uma entidade mais evoluída)? O que vocês acham sobre esta relação de afinidade entre eu mesmo sendo criança com uma entidade a quem as pessoas ao meu redor temiam, incluindo as demais crianças, não no sentido de malignidade, mas no sentido de imponência, de autoridade? Pois pra mim ainda é de certa forma um mistério. Porque é mais certo que eu teria que me comportar como os demais, tendo também aquele temor deles... só que não foi o que ocorreu. Misterioso, não acham? Aliás, eu mesmo me acho um mistério, :lol: :lol: :lol: :lol: :lol: !


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MensagemEnviado: Qua, 11/Jul/2018 19:25 
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Paz plena.
Enio, um grande abraço.
Antes de comentar sobre sua postagem gostaria de saber quando foi isso?
Paz plena. Rosário.

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Paz plena... Rosário. ("Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - João 8,32).


Editado pela última vez por Rosário em Dom, 23/Set/2018 16:01, em um total de 1 vez.

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MensagemEnviado: Qui, 12/Jul/2018 19:09 
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Obrigado pela atenção, pois é uma questão íntima e da qual gostaria que alguém me ajudasse à luz do conhecimento espírita. Ocorreu lá entre os meus, se não me engano, dos 2 aos 5 anos de idade, lá para o início dos anos 90. O fato ocorreu num centro esotérico. Não conseguia falar normalmente e foi lá que comecei a desenvolver a fala, através de círculos de orações e imposição de mão no alto da minha cabeça, era quando conseguia falar normalmente, chamando pela minha mãe desesperado (pois queria me comunicar com ela mas não conseguia normalmente). E por algum motivo tinha afinidade com a entidade manifestada através do representante, que segundo eles na época "evocavam" o arcanjo Miguel. Mas agora trabalham com outra linhagem de espíritos. Terei que ir lá um dia para entender melhor como é o trabalho deles, o problema é que lá abre somente num dia da semana à noite, e aquele bairro à noite é perigoso. Mas pode ser que sem querer acabei dizendo alguma besteira sobre eles, pois como disse, só tenho vagas lembranças do lugar e não entendo muito a fundo sobre esoterismo. Por exemplo, não sei se eles trabalham com a obra de Blavatsky, etc.


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MensagemEnviado: Qui, 12/Jul/2018 19:12 
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Já que li em suas cartas que você tem ou teve relação com personagens bíblicos, talvez possa me dar algum palpite ou coisa assim. De uns anos para cá comecei a procurar a resposta existencial não mais fora de mim, mas no meu passado, que pode ter memórias esquecidas e das quais nelas estaria a resposta para minhas perguntas ou até mesmo conflitos.


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MensagemEnviado: Sex, 13/Jul/2018 22:11 
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Paz plena.
Enio, um grande abraço.
Obrigado pela resposta.
Toda equipe mediúnica tem sim um método de trabalho.
Os nomes utilizados muitas vezes não devem ser levados em considerações e principalmente se forem de Espíritos que não tiveram "encarnações especificadas na terra", mas o que realmente interessa é o trabalho que está sendo realizado.
Pela sua descrição você teve sim uma boa sintonia com a tal entidade e isso prova que houve harmonia entre você e entidade.
Você recebeu o auxílio de que necessitava na época. Isso já mostra que o trabalho foi bom mesmo.

Eu frequentei algumas reuniões num grupo chamado "Ramatis" e lá os médiuns trabalhavam com entidade de outros planetas, mas não consegui harmonia com as pessoas que trabalhavam lá e eles ão me aceitaram, então tive que afastar desse grupo.

Já frequentei também algumas reuniões com membros da Teosofia, que são os adeptos da Blavatsky na década de "1990", também lá não consegui harmonia, mas o que sempre foi ótimo para mim foi sim o aprendizado que fui adquirindo de todos os trabalhos espirituais dos diversos grupos, mas sempre considerei o trabalho do Kardec bem superior a esses outros.

Eu tive sim contatos e harmonia com entidades da Bíblia.
No ano de 1984 recebi a visita do Espírito do Abraão e ele me fez ótimas revelações sobre fatos relatados nas páginas da Bíblia.
A revelação mais importante que recebi do Espirito do Abraão foi sobre o trabalho dele como Espírito, quando sintonizou com o profeta Moisés (Ex 3) e foi sim o mentor do profeta Moisés.
Ele também foi o Espírito que tentou Jesus, pois tinha o objetivo de repetir o trabalho, que tinha realizado com o profeta Moisés, quando retirou o escravos israelitas (os descendentes dele) do Egito e por intermédio de Jesus ele pretendia libertar o povo judeu do domínio romano e para realizar esse objetivo Jesus tinha que confiar plenamente nele, como o Moisés confiou.

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Paz plena... Rosário. ("Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - João 8,32).


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MensagemEnviado: Sex, 13/Jul/2018 23:35 
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Mas Jesus não confiou porque ele não tinha a missão de livrar o povo judeu dos romanos, mas de trazer os ensinamentos que ele pregava, não era mesmo?

Eu só queria entender melhor o que estaria por detrás desta sintonia com aquela entidade, seja ela qual for. Será que por ter afinidade com uma entidade mais evoluída significa que de certa forma eu já tenha um grau de evolução mais adiantado? Sempre quis entender melhor o meu papel neste mundo, o que realmente estou fazendo aqui, coisas assim. E acredito que a resposta pode estar em alguma experiência deste meu passado. E eu não me comportava como a maioria das crianças na época.

Penso em um dia voltar aquele centro esotérico para encontrar respostas.

Não espero respostas prontas, mas ao menos ver se indo lá me lembro de algo importante...


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MensagemEnviado: Seg, 16/Jul/2018 17:42 
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Paz plena.
Enio, um grande abraço.

Se você analisar bem as tentações que Jesus teve, como está escrito em Mateus 4,1 a 11, Jesus não aceitou que o tal Espírito fosse Deus e não o obedeceu.

Hoje digo que o mais importante para cada ser humano é sim o autoconhecimento, isso quer dizer adquirir conhecimento de quem ele é, de onde ele veio e o que deve dar aqui.

Entre você e a tal entidade houve sim uma harmonia e isso pode ter duas razões:
1ª - Sintonia com vivências passadas dele com você.
2ª - O Espírito conseguiu ver a sua "luz" e decidiu lhe dar auxílio.

No ano de 1986 eu fiz uma consulta espiritual no Centro Espírito Oriente e recebi como resposta o resumo deste jeito:
"Você já está orientado. Comece a fazer o que foi planejado antes da sua reencarnação".
Com sinceridade eu entendi a mensagem, pois vivi uma experiência mediúnica em agosto de 1982, quando me foi revelada uma vida passada do meu Espírito há dois mil anos. Já os orientadores do Centro Espírita Irmão Mateus, que eu frequentava na época não entenderam nada.

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MensagemEnviado: Seg, 23/Jul/2018 16:36 
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Vou ter que lhe contar certas verdades aqui...

Por exemplo, desde pequeno quando via meus colegas jogando futebol ou coisas do tipo eu os via como se fossem macaquinhos correndo. Não fazia sentido para mim esse tipo de atividade e também não me atraía. Desde aquela época já não me identificava com a maioria dos esportes principalmente estes como o futebol. Aliás, um dos motivos de não gostar desse esporte em particular é porque foi uma das coisas que me afastaram dos demais colegas. Pois os outros meninos gostavam disso durante o recreio, e como não gostava acabava ficando sozinho ou com um outro que também não curtia isso.

Foi um dos motivos de não ter tido mais amizades.

De fato nunca fui do tipo de ficar curtindo grupinhos, ainda mais destes que ficam sacaneando quem não é parte deles, já via isso como uma coisa essencialmente ruim e por isso não curtia. A partir de certa idade comecei a notar que havia algo de diferente entre mim e a maioria, mas não todos, pois havia alguns poucos dos quais me relacionava mais. Uma outra coisa que já tinha notado é que de fato relações sociais não era o meu forte, não era uma coisa que me atraía tanto. Por isso que de certa forma me acostumei a ficar mais sozinho e na minha, pois já não tinha aquele impulso de necessitar ficar tendo tantas "amizades" assim, como os demais pareciam ter. Não era só uma questão de gostar ou não disso ou daquilo, parecia ser algo ainda mais essencial que isso.

Digamos, algo relacionado ao meu próprio organismo mesmo, talvez eu tenha mesmo um perfil cognitivo diferenciado da maior parte da população, como ocorre com algumas pessoas. Significa que estas pessoas acabam tendo aptidões que não coincidem com esta maioria, e por causa disso acabam não se envolvendo tanto com elas e daí acabam mais sozinhas. Desde aquela época também passava a maior parte do tempo meio que observando e refletindo sobre as coisas, ao contrário do que observava nos demais, que pareciam dar mais importância a um comportamento de grupo. Mas pode ser que um ou outro dentre eles também fosse mais ou menos como eu mas não teria percebido.

Outro fato marcante a meu respeito é que também já reparei há muito tempo que por algum motivo não me identifico muito bem com certas características que definem o meio social ao meu redor, como certos fatores culturais dos quais a maioria parece se envolver com naturalidade e sem maiores problemas, mas comigo não, pois já percebia que tinha algo de errado com estas coisas das quais meus colegas se envolviam, assim como as pessoas em geral. É como que por intuição já soubesse que não deveria me envolver com estas coisas, porque acabaria tendo problemas, ou porque acabaria indo para um mal caminho, ou porque simplesmente reprovava tais coisas.

Sinto-me bastante deslocado do contexto de cultura e realidade que ocorre neste país. Muitas vezes quando estou rodeado de pessoas costumo ter uma estranha sensação de estar sozinho, como se na maioria das vezes não tivesse sintonia com o meio.

Definitivamente não sou do tipo de cara que se identifica ou se envolve muito com grupos, simplesmente não consigo criar esse tipo de vínculo de uma forma mais profunda. E em parte por causa destes fatores culturais. Por exemplo, sempre achei o povo de forma geral um tanto primitivo pro meu gosto. Quando digo primitivo, não estou falando em grau de escolaridade, estou me referindo a comportamento mesmo, a maneira de se relacionar com as coisas e à maneira como já vi alguns tratando o próximo, como se fosse espécies menos evoluídas, apesar de saber que não é bem isso. Quer dizer, estou me referindo à índole das pessoas, quase como se agissem como selvagens em relação a mim. Agora já entendo que isso não se trata de algo físico, mas espiritual.

Outro exemplo, em relação à geração atual, o que observo? Pessoas imediatistas, ainda mais egoístas e vaidosas que as de quando eu era menor, como se o mundo tivesse piorado. Agora será que é mesmo culpa destas pessoas ou será que elas foram induzidas a isso (o que acho ser mais provável)? Agora entendo que grande parte do comportamento que via em meus colegas não é porque eles eram bem assim por dentro, mas porque por algum motivo cederam a certos impulsos dos quais eu não cedi, porque por algum motivo e sem saber bem eu já "sabia" que era errado. Observo muito que o povo geralmente tende a se ceder em relação ao que está na moda... Mas como não tenho esse instinto grupal, acabo não cedendo a esse tipo de coisa a todo instante.

Sobre sexualidade, também observo algo interessante. Por exemplo, a maioria dos colegas e até parentes dos quais me envolvi tratavam isso de forma banal ou de uma forma que sempre julguei um tanto que selvagem. Gosto de mulher, não sou homossexual, mas parece que não tenho tanta predileção assim pela genitália em si. Por exemplo, o que me atrai mais na mulher não é nem nádega e nem vagina, mas os seios, rosto e cabelo, e em seguida a silhueta do tronco (preferencialmente em relação à mulher mais magra). Não entendo bem porque tanta gente baba ao ver uma vagina... Me atrai também, mas eu não fico hipnotizado com isso. O povo trata a sexualidade de forma banal, mas não é assim que encaro este assunto.

Às vezes tenho a sensação de que nasci no país ou mundo errado. Às vezes tenho uma estranha sensação de que estou por aqui em alguma missão mas não sei definir como. Às vezes tenho umas estranhas percepções que me escapam uma explicação mais racional.

Mais uma coisa. Sempre tive mais predileção por assuntos que envolvem conhecimento e fantasia do que coisas triviais do dia-a-dia. Não curto fofocas, intrigas ou panelinhas. Percebo que a humanidade como um todo ainda está bastante atrasada por ainda ceder à belicosidade e ao narcisismo.

E daí fico me perguntando... Será que essas coisas que disse seria a tal "luz" que aquela entidade viu em mim? Porque é evidente que sou um tanto mais evoluído sim que boa parte da massa popular, é indiscutível, por causa disso tudo que disse não há como eu ser comparado a esta massa, quando se trata de predileção e comportamento. Na verdade já percebia isso desde menorzinho, só alguns poucos dos quais me envolvia não tinham essas características que definem o cidadão selvagem e por isso julgava valerem a pena me envolver com tais. O resto?

Não tinha sintonia com tais. E que se explodam! Não tenho simpatia! É estranho porque eu me importo com o mundo, mas ao mesmo tempo tenho certo desprezo com relação a estes que julgo mais selvagens. Pode ser que eu tenha encarnado neste meio para tratar disso, talvez para desenvolver mais empatia com tais, quem sabe?

Também sempre quis entender o porque nasci com o meu tipo físico... Deve haver talvez um motivo espiritual pra isso? Talvez sim.

Às vezes me sinto como se estivesse exilado neste mundo ou neste país.

Pronto, acho que desabafei bastante. Agora talvez já esteja em condições de me compreender.


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MensagemEnviado: Ter, 31/Jul/2018 21:58 
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Paz plena.
Enio, um grande abraço.
Obrigado pelo seu relato e pela confiança.
Eu nasci na roça e lá só tinha os meus irmãos para brincar, mas desde muito cedo comecei a a ajudar nos trabalhos do sítio onde fui criado.
Aprendi a tirar leite com 8 anos de vida e com os meus 10 anos eu tirava leite igual a um adulto.
Sempre gostei de jogar bola com os meus irmãos, quando tinha bola, pois nem sempre tínhamos bola para brincar.
Fui para um seminário interno com 11 anos de idade (quase 12 anos) e vivi como seminarista até aos meus 21 anos e por isso tive uma educação bem diferente da maioria dos jovens.
Só comecei a namorar quando já tinha 22 anos e uns 4 meses. O que mais me atraia nas moças eram os olhos delas. Casei em julho de 1970 e já com 25 anos de idade; a primeiro mulher nua que eu vi foi sim a minha esposa e após o nosso casamento.
Só comecei a me compreender bem quando aceitei a verdade da reencarnação em janeiro de 1980 e com quase 35 anos de vida e logo em seguida (07/01/1980) comecei a viver fenômenos mediúnicos, mas não conhecia nada sobre mediunidade e só fiquei sabendo que eram vivências mediúnicas a partir do início do ano de 1981, quando conheci a Doutrina Espirita na prática e na teoria.

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