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MensagemEnviado: Ter, 27/Out/2009 12:11 
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Esta carta aos jornalistas de toda mídia é um excelente referencial para se falar de Espiritismo.
Leiam toda matéria, vai ajudar a esclarecer muita gente, desmistificar e unir mais as pessoas.



Espiritismo, o que é na verdade


Senhores Jornalistas:

Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalIsta ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.
Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do 'achismo' e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.
Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.
Vamos aos assuntos:
Espiritismo não é igreja
Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto..
Não existe 'Kardecismo', existe 'Espiritismo'
O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão 'kardecismo', para identificar algo que ele imagina ser uma 'ramificação' do Espiritismo, achando que Espiritismo é um 'montão de coisas' que existe por aí, quando na realidade não é.
A palavra 'Espiritismo' foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.
Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação 'Espiritismo', fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de 'kardecismo', verdadeiramente é 'Espiritismo'.
Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.
Veja quem adota e quem não adota o quê. Procedimento, prática ou ritual


......................Umbanda Catolicismo Espiritismo
Uso de altares.....Sim Sim Não
Uso de imagens....Sim SimNão
Uso de velas........Sim SimNão
Uso de incensos e defumações Sim Sim Não
Vestimentas e paramentos especiais Sim Sim Não
Obrigações aos seus praticantes Sim Sim Não
Proibições aos seus praticantes Sim Sim Não
Ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se em seus cultos Sim Sim Não
Bebidas alcoólicas em seus cultos Sim Sim Não
Sacerdócio organizado Sim Sim Não
Sacramentos Sim Sim Não
Casamento religioso e batizados Sim Sim Não
Amuletos, patuás, escapulários e penduricalhos Sim Sim Não
Hinos e cantarolas nos cultos Sim Sim Não
Crença na existência de satanás Sim Sim Não


Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa? Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora não seja também a mesma coisa?
O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.
A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal 'Kardecismo' se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias.
Allan Kardec não inventou o Espiritismo
Allan Kardec não inventou ou criou Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.
Ele foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.
Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja.
Sobre a reencarnação
Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 151 anos de idade.
O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente? É isto aí.
Portanto a afirmativa de que os espíritas crêem na reencarnação é infantil e sem sentido.

Sobre a mediunidade

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MensagemEnviado: Ter, 27/Out/2009 12:15 
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....continua...


Sobre a mediunidade
Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada, nunca, e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.
Qualquer afirmativa do tipo que 'alguém tem mediunidade e precisa desenvolver' é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvida..
Sobre o caráter do centro espírita
É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.
Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.
Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e não como sendo ele o próprio Deus.
Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação.
Sobre quem é reencarnação de quem
Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Sicrano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pese alguns espíritas, apenas alguns, (nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão.
Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da casa espírita.
Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa.
Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns bobos que estão no Espiritismo sem consciência do seu papel.
Apologia ao sofrimento
Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar, diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom.
Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, colocar a mão sobre uma mesa e dar uma martelada em seu dedo.
Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendamos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção.
Mesa branca
Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só. O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo. Muito pelo contrário, seria preferível utilizar toalhas (por que tem sempre que ter toalhas nas mesas?) de outras cores, posto que tecidos em cor branca têm maior facilidade de sujar.
Portanto a citação de 'espiritismo mesa branca' é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas.

Terapia de vidas passadas
Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita..

Cromoterapia, piramidologia etc...
Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo.

Sucessor de Chico Xavier
Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier 'morreu', e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que vêem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita.
Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor do Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.

A sua relação com a Ciência
Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: 'Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência'.
Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico.
Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.
Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer.
Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem?

Medicina e Espiritualidade
Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada têm a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de 'Medicina e Espiritualidade', oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices.. Em nível de informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica. Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site: http://www.redevisao.net. O telefone da Pineal Mind, onde são ministradas as aulas, é (11) 3209-5531 e o e-mail é faleconosco@uniespirito.com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo, pelo site, numa webtv.
Diante de todo o exposto sugerimos que os grandes veículos de comunicação de massa, obviamente comprometidos com a credibilidade dos seus nomes, repassem estes esclarecimentos aos seus profissionais de jornalismo, não necessariamente para que eles sejam simpáticos à idéia espírita, já que ninguém é obrigado a aceitar coisa nenhuma, mas para, pelo menos, não comprometerem as suas honorabilidades dizendo mentiras, leviandades e até se expondo ao ridículo reportando sobre um assunto que não entendem.
Abração.
Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas
alamar@redevisao.net


Vamos em frente, porque este é o grande momento da divulgação espírita.
Abração a todos.

Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
http://www.redevisao.net
http://www.alamar.biz
http://www.redelivros.net
orkut 'alamarregis'

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MensagemEnviado: Qua, 07/Abr/2010 13:13 
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De: Alamar Régis Carvalho
Assunto: Deixemos a Globo fazer a sua parteEdwin: A Rede Globo está fazendo a sua parte, muito bem, e eu gostaria de sugerir aos espíritas, para que preparem os centros para receber a avalanche que vem aí, e, ao mesmo tempo, pedir a outros para que não encham a paciência da nossa emissora maior, com cobranças bobas e muito menos querendo ensinar a ela como fazer o Espiritismo. Tem muita gente boa lá perto, cuidando disto.


Você sabia que tem espírita enchendo o saco da Rede Globo?
Pois é. Uns brigaram porque o Globo Repórter do Chico não passou dia 19, outros brigam porque acham que o Globo Repórter deveria ter sido feito conforme a sua cabeça e não como acha que deve ser, a produção da emissora. Afffff. Haja paciência.

Há muito tempo a Globo vem tomando iniciativas para fazer o espiritismo “decolar” no Brasil, colocando novelas com temáticas espíritas, mostrando em close o “Livro dos Espíritos” e o “Evangelho, segundo o Espiritismo”, esperando que os espíritas aproveitem a “deixa” e façam a sua parte... Infelizmente, nosso movimento não está nem aí.
Retirou o padre Quevedo do ar e até recomendou que não o convidassem mais a dar opinião nenhuma, quando o assunto fosse mediunidade, reencarnação e coisas ligadas às idéias espíritas, determinou que não vinculassem mais coisas espíritas com macumba, feitiçaria, cartomancia e rituais afros, quando assuntos ligados ao espiritismo fossem levados ao ar, recomendou aos seus apresentadores de jornais e repórteres que, toda vez que anunciarem o sepultamento de alguém, não dissessem mais que “Fulano foi enterrado no cemitério tal” e sim que “O CORPO de fulano foi enterrado...”. E os espíritas, nada.
Verificando que, em termos de mensagens religiosas, só se via missa na televisão ou canais exclusivos dos segmentos protestantes, criou um programa ecumênico, onde outras opções filosófico/religiosas poderiam ser mostradas ao público, principalmente o Espiritismo.

Reprisou “A Viagem” duas vezes, fez a “Alma Gêmea” mostrando mediúnicas em vários capítulos, fez “O Profeta”, também com mediúnicas em vários capítulos, closes nos livros das obras básicas, mostrou desencarnados se comunicando, em várias novelas, vários “Globo Repórter” foram feitos, só faltando dizer escancaradamente que eram espírita...
Enfim, a Globo vem fazendo de tudo, esperando que os espíritas acordem, que arregacem as mangas, que reestruturem os centros, que treinem pessoas com instruções de relações públicas e humanas para receberem a avalanche de pessoas que, por conseqüência, procurarão naturalmente pelas casas espíritas, e nada acontece.
Poderíamos aproveitar o embalo e fazer um mega evento, no Anhembi, em São Paulo, no Rio Centro, no Rio, ou em qualquer espaço, com a participação de artistas espíritas, que são tão espíritas como qualquer um de nós, alguns inclusive com experiência em palestras e bom conhecimento doutrinário, evento esse destinado ao grande público e não às mesmas pessoas para quem a gente fala, e nada acontece.
Poderíamos realizar interessantes eventos, em todas as cidades, para o grande público e não apenas para as mesmas pessoas, com as quais nós falamos.
Pelo amor de Deus, por que os espíritas não fazem isto?
Será que esta doutrina, com tantos ensinamentos lógicos, sensatos, coerentes e de tão elevado conteúdo moral, que conseguem abrir as mentes de tanta gente, a ponto de mudar condutas e consciências da sociedade, não merece de nós um tratamento um pouco mais dedicado, quanto a sua divulgação?

Chegaram a conclusão de que não dava para esperar mais

Os “não espíritas”, Rede Globo e outros, acharam que não dava para esperar mais, pegaram as rédeas, arregaçaram as mangas e estão aí, fazendo a parte deles, como se dissessem: “Já que vocês não sabem, ou não querem fazer, deixa que a gente faz”.
No ano de 2008, por iniciativa de um espírita, Luis Eduardo Girão, aconteceu uma verdadeira revolução no cinema brasileiro, com o “Bezerra de Menezes, diário de um espírito”... Vejam bem: iniciativa e um espírita e não do movimento espírita... que levou o Espiritismo para toda a grande mídia, para o programa do Jô Soares, para as páginas das três grandes revistas: Veja, Época e Isto É, comentários de tarde inteira em programas do SBT, da Rede TV, da Bandeirantes e da Gazeta, além da mídia regional de cada estado... Foi este filme que escancarou as portas do cinema para outros produtores. Repito: iniciativa de UM ESPÍRITA.
O que nós fizemos, por conta disto? O que houve, em termos de evento, promovido pelo movimento espírita?
Nada.
Mas os não espíritas, pelo contrário, não ficaram naquela do “fingiram que não viram” e, muito pelo contrário, levaram aquilo a sério, fizeram estudos em cima, chegaram a conclusão de que o espiritismo é de fato viável, que é um excelente “produto” de interesse do público, e partiram para trabalhar em cima dele.
Não projetaram um filme só, não, projetaram cinco filmes, que estão sendo lançados agora e mais uns doze outros que estão já em projeto para serem produzidos imediatamente.
o "Chico Xavier" está uma maravilha, o "Nosso Lar" está fantástico, e vai encantar o mundo, não apenas o Brasil.
A Globo joga no ar, mais uma vez, uma nova novela com temática espírita, "Escrito nas Estrelas" e não esconde mais essa sua tendência, faz uma promoção estrondosa do filme Chico Xavier, faz Globo Repórter sobre ele nas vésperas da estréia, faz vários especiais na Globo News, recomenda aos seus outros veículos: revista Época, rádios Globo, CBN, jornal O Globo e até os canais da GloboSat para que se empenhem na campanha, recomenda que o elenco acompanhe o diretor Daniel Filho em todos os pré-lançamentos do filme...
E nós, espíritas, estamos fazendo o quê?

Continua....

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MensagemEnviado: Qua, 07/Abr/2010 13:14 
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....continuando....



Vai acontecer agora o 3º Congresso Espírita Brasileiro

Como é que vai ser? Você tem idéia?
Há uns três meses, mais ou menos, mandei uma carta para a FEB, com cópia para todos os meus amigos (você recebeu?), dando sugestões para que não fizessem, este ano, mais um congresso naquele modelo “quanta luz”, que sempre fizeram antes. Sugeri que colocassem artistas da Globo, de preferência do elenco do Chico, que convidassem o Ivan Lins e outros espíritas famosos... Se deram bola para a minha carta, eu não sei, porque ninguém me deu nenhuma resposta. Cheguei até a ficar preocupado, achando que seria a mesmice de sempre, falando para as mesmas pessoas. Mas alguns amigos de Brasília me informam que a carta surtiu efeito, sim, e que vamos ter grandes e agradáveis surpresas neste congresso. A grande e maravilhosa novidade, vai ser a transmissão AO VIVO, vai satélite, pela TV CEI, para todo o Brasil. Isto já é uma vitória. Se você ainda não comprou seu equipamento, trate de comprar. Visite o meu site de tecnologia, que é o http://www.site707.com que lá tem todas as dicas.
Estarei lá em Brasília, chegarei mais cedo, inclusive, logo no dia 15, dispondo-me a ajudar com a experiência que tenho, e lá ficarei até o dia 21, acompanhando tudo. Vou levar uns três lenços, para enxugar lágrimas, porque, de repente, quem sabe não surgirão fortes emoções que mexerão com o coração de todos nós?
Sempre acredito que um dia o movimento espírita acordará e despir-se-á da frieza, da omissão e da burrice. É isto mesmo, estou falando muito fraternalmente, com muita caridade e profundo amor no coração.

As estruturas dos centros espíritas

Não podemos fingir que não estamos vendo o que está acontecendo. Os centros espíritas devem reunir as suas diretorias, os seus trabalhadores e colaboradores, a fim de discutirem o assunto, de projetarem melhor as suas recepções, de selecionarem pessoas mais comunicativas para conversar com os novos que surgem, de prepararem as livrarias, de priorizarem as Obras Básicas como livros mais importantes das livrarias e, inclusive (desculpem, eu não tenho papas na língua) tomarem providências em cima daquelas pessoas encarregadas das livrarias, que recebem presentinhos de determinadas editoras, para que coloquem os seus livros, nas melhores posições das prateleiras, livros esses que nem sempre são os melhores e mais recomendados do ponto de vista doutrinário, ainda mais como leitura inicial par quem chega.
Que sejam repensadas as "caridades" e os "respeitos" que devemos ter em relação àqueles "torrões" que insistem nas suas posições de caciques do espiritismo nas diversas cidades, insistindo, também, em fazer o espiritismo conforme as suas cabeças, em detrimento da necessidade de colocarmos o Espiritismo único e como ele realmente é, para o grande público. Tá na hora do SIM SIM, NÃO NÃO.

Deixemos a Globo fazer a sua parte

Ela sabe muito bem o que está fazendo e, ninguém, no Brasil tem experiência de comunicação com o grande público, como ela, que é simplesmente a quarta rede de televisão do mundo.
Teve gente que ligou para lá e mandou e-mails, xingando, porque o Globo Repórter do Chico não foi ao ar, no dia 19, conforme espíritas divulgaram, inclusive eu. De fato estava previsto, alguém descobriu (o que não é difícil) e divulgou; mas ela não fez divulgação nenhuma disto, portanto não tinha compromisso nenhum em apresentar naquela data e, por isto, não cometeu falha nenhuma.
Aí aparece gente precipitada para mandar email para lá, perguntando se foi a igreja que proibiu e perguntando um monte de bobagens, junto com colocações precipitadas e agressivas.
E agora, depois que o programa foi ao ar, sabem o que aconteceu?
Vários e-mails, de espíritas, chegaram lá, se dizendo decepcionados com o programa, que eles deveriam ter abordado isto, aquilo e aquilo outro, que deveria ter sido feito da forma A, B ou C, e eles, que tem experiência em televisão, que se danem.
Gente, a Globo não pode mostrar o Espiritismo com aquela cara que a gente mostra nos centros espíritas, todo mundo com cara de “Tô melhor do que mereço”, fala mansa, cadeiras plásticas de 10 reais, “silêncio é uma prece”, “muita paz, meu irmão”, “somos pobres, nunca temos dinheiro pra nada”, corais que a gente escuta só por caridade...
Imagine, no início do Globo Repórter o Sérgio Chapelin tendo que chamar gente para compor a mesa. Já pensou? Quem iria compor a mesa?
É preciso que lembremos aquilo que está em Kardec: “O espiritismo não será a religião futuro, e sim o futuro das religiões”. O que importa é a difusão das idéias espíritas, para o mundo, porque nós não fazemos igrejas, não temos pretensões de ser maior que ninguém e não dependemos de quantidade.
O nosso dever, como espíritas conscientes e lúcidos, é passar as informações espíritas para o grande público, não para que ele venha fazer número nos centros, e sim para que consiga ter condições para realizar, em si, a reforma íntima, libertar-se do egoísmo, do orgulho, usar a vaidade apenas dentro do tolerável, sem ser escravo dela, saber entender as provações que somos submetidos, praticar a humildade autêntica e não a falsificada e adotar Jesus como o maior modelo e guia da sua vida.
Passar a informação espírita para o grande público?
Sim, isto mesmo.
A Globo ta passando, muito bem. Fazendo a sua parte, é claro.

Para a apreciação de todos.

Carinhosamente.

Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
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Alamar Régis Carvalho - Analista de Sistemas - E-mail: alamar@redevisao.net orkut: "alamarregis" http://www.redevisao.net

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MensagemEnviado: Qua, 07/Abr/2010 16:07 
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Moises com o Simonetti, o Marcelo com o Alamar, voces hoje fizeram o meu dia.
Muito obrigado!!!!!

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A questao nao é ver para Crer, a questao é Crer para entao ver!!!


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MensagemEnviado: Seg, 18/Out/2010 14:50 
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Isto não é Espiritismo! – Alamar Régis



O escritor espírita Alamar Régis CarvalhoTodo espírita consciente, coerente e, sobretudo, responsável deve fazer de tudo para preservar os postulados da doutrina, ou seja, procurar praticar o Espiritismo com fidelidade à sua obra básica, contida nos livros organizados por Allan Kardec.

Kardec é a base!!! Isto é fundamental e indiscutível.

Relembremos Chico Xavier, considerado o mais importante espírita do Brasil, quando começou a sua missão recebeu a proposta de um especial amigo espiritual, o Emmanuel, que se proporia ser o coordenador de toda a sua obra, o seu orientador, amigo sempre disposto ao seu lado, mas que teve um cuidado muito especial de orientá-lo logo no início:

- “Chico. Se qualquer dos meus ensinamentos deixar alguma dúvida em você, fique com Kardec“.

Se a proposta daquela missão era falar sobre o Espiritismo e ensinar o Espiritismo, enriquecer a cultura espírita, o próprio benfeitor deixou muito claro que a base é Kardec.

Analisemos, também, um outro aspecto aqui.

Conforme consta na Introdução de “O Livro dos Espíritos“, a expressão “Espiritismo” foi criada por Allan Kardec, exclusivamente para denominar aquela nova doutrina que surgia no mundo, praticada conforme aqueles postulados. Ao mesmo tempo, foi criada também a expressão “espírita” para identificar o seguidor daquela doutrina.

Isto nos remete a entender que só é Espiritismo aquilo que é praticado de acordo com a doutrina que nos é ensinada, em conformidade com aquilo que chamamos de “Obras Básicas”, que nada mais é que o conjunto de livros que traz a assinatura Allan Kardec, que não deve ser constituída apenas por cinco livros, conforme querem algumas lideranças do movimento, mas, também por outros dois livros que são o “O que é o Espiritismo” e “Obras Póstumas”.

Pronto. Esclarecido isto, o nosso bom senso deve chegar a conclusão de que não tem o menor sentido alguém querer rotular também como Espiritismo outras doutrinas e práticas religiosas.

Por mais respeito e carinho que podemos ter com os nossos irmãos Umbandistas, por exemplo, onde encontramos de fato muita humildade, sinceridade de propósitos e amor ao próximo, não tem o menor sentido querermos identificá-los também como espíritas, sob argumentações de que devemos ser caridosos para com eles, porque não é isto que é Caridade.

A Umbanda utiliza-se de determinadas coisas que não encontramos na obra básica de Kardec, que são, por exemplo, os altares, as defumações, as imagens, vestimentas especiais, rituais, obrigações, bebidas etc…

Estou afirmando, então, que a Umbanda está errada, por utilizar essas coisas?

Não! Não é nada disto. Não estamos entrando no mérito de julgar o que é certo e o que é errado aqui e nem discutindo o que é bom e o que é ruim. Estamos apenas convidando pessoas ao raciocínio para um melhor entendimento do que é uma coisa e do que é outra coisa.

A Umbanda já tem a sua denominação própria, “Umbanda” e não precisa de nenhuma outra emprestada.


Se eu, em nome da minha liberdade de achar o que quero, e de pensar da maneira que me é mais conveniente, resolvo misturar maracujá, água e açúcar e dizer que aquilo é uma limonada, queiram ou não eu estou errado. Para ser identificado como limonada, tem que ser limão, água e açúcar. Com maracujá, não! É também um suco ou um refresco, mas deve ter qualquer outro nome, menos limonada que já é um nome criado exclusivamente para a mistura de limão, açúcar e água.

Mas um suco de maracujá não é bom?

É bom sim, uma laranjada é bom, como também é bom um suco de goiaba, morango, manga, melão e vários outros. Só não podem ser chamados de limonada!!! Cada coisa no seu devido lugar.

Esta matéria visa discutir a frase muito utilizada no movimento espírita: “Isto não é Espiritismo!!“.

Conforme foi dito no início da matéria, todo espírita consciente deve ter o cuidado e a responsabilidade de deixar bem claro para as pessoas o que é e o que não é Espiritismo, sem a menor preocupação se vai ou não agradar ao seu interlocutor.

Lembro-me em Belém do Pará, quando, com menos experiência, comecei a ser muito conhecido como espírita, devido a grande coluna semanal que eu tinha no jornal “O Liberal” e também nas entrevistas dadas no rádio e na televisão, sempre disposto a dizer também sobre o que não era Espiritismo. Invariavelmente eu era chamado a atenção por alguns confrades, da União Espírita Paraense, que eu deveria evitar escrever e falar sobre o que não era Espiritismo, sob a argumentação de que o fato de falar sobre o que é, implicitamente está dizendo às pessoas o que não é.

Didaticamente não é bem assim; as pessoas precisam, sim, saber também o que não é.

Pois bem, vamos discutir o tal “Isto não é Espiritismo!!”

Estão corretos os confrades que, com tanta veemência, utilizam-se muito o “Isto não é Espiritismo!!” ??

Sob o ponto de vista da preocupação em querer preservar a doutrina, para evitar mistificações, enxertos, misturas e o que normalmente eu chamo de “espiritismo à moda da casa” estão corretos, sim. Eu também faço isto.

O grande problema está na lamentável falta de dosagem que existe nesta utilização no meio espírita.

Dosagem é fator fundamental em tudo, nas nossas vidas.

Se um médico nos passa um remédio para tomarmos 3 cápsulas por dia, ou seja, uma de 8 em 8 horas e resolvemos, deliberadamente, tomar apenas 1 cápsula por dia, certamente não teremos a enfermidade curada, teremos complicações. Se, com a mesma liberalidade, resolvermos tomar 1 comprimido de 2 em 2 horas, ou seja, 12 cápsulas por dia, certamente não teremos também o problema resolvido e, muito pelo contrário, terei sérias complicações.

A dosagem é de 3 cápsulas por dia, e acabou.

É exatamente a falta de dosagem que faz com que muitas coisas, que têm objetivos nobres e úteis, terminem por proporcionar resultados desastrosos.

Quando digo para uma pessoa, que conduz um determinado centro, que o que ela faz naquela casa não é Espiritismo, mas antes me habilito muito bem a estudar profundamente a essência espírita, o pensamento de Kardec e dos Espíritos da Codificação, eu estou agindo em coerência, com fidelidade à Doutrina e fazendo um grande favor ao Espiritismo.

...continua....

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MensagemEnviado: Seg, 18/Out/2010 14:52 
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Todavia, quando eu reprovo o que o confrade está fazendo, sob a argumentação de que não é Espiritismo, apenas achando que a minha interpretação pessoal da doutrina, a forma como eu acho que é a doutrina e que eu suponho ser o certo, deixa de ser coerência e fidelidade doutrinária para ser presunção e intolerância.

Está aí a identificação de um dos maiores problemas enfrentados pelo Espiritismo para o seu desenvolvimento junto a humanidade.

É gigantesco o número de espíritas que está fora do centro e até que diz querer distância do movimento espírita.

Isto não é bom. Não é nada agradável e nenhum espírita que verdadeiramente ama a doutrina pode ficar satisfeito com uma coisa dessa.

Isto não é Espiritismo!!!!

Impressionante, mas há em quase todas as cidades do Brasil, e nas diversas localidades do exterior onde existem movimentos espíritas, pessoas fantásticas, maravilhosas, dedicadas, sérias, dinâmicas, honestas, dignas e altamente dispostas a trabalharem pela difusão do Espiritismo que enfrentam barreiras terríveis proporcionadas pela língua de outros confrades que não se limitam apenas ao falar e criticar, mas estendem-se ao sabotar, boicotar e desenvolver todos os esforços para impedirem que o companheiro trabalhe.

Calma aí! Eu não estou falando daquelas pessoas que inventam todo tipo de maluquice dentro do centro espírita, dizendo que é Espiritismo. Não estou falando de gente que ensina banho de sal grosso, como sendo Espiritismo; gente que pede para a mulher trazer a cueca do marido para ser rezada, como se fosse Espiritismo… não é nada disto.

Estou falando de gente séria mesmo, gente honesta e gente responsável que conhece a Doutrina, estuda também a Doutrina, tem consciência do Espiritismo e desenvolve trabalhos maravilhosos, que não são do agrado de outras que sempre acham que sabem mais do que todos e até se postam como donas exclusivas da verdade.

Este é o grande problema.

Onde estão os limites do “Isto não é Espiritismo!!” e onde está a dosagem disto?

Se eu faço uma palestra e dedico-me algum tempo a dissertar sobre a Irmã Dulce e Dom Hélder Câmara, por exemplo, estou enquadrado no patrulhamento do “Isto não é Espiritismo!!” pelo fato dela e ele terem sido religiosos católicos e não espíritas?

Eu não posso, numa palestra, referir-me a uma música, e até cantar um trecho dela, que tem uma letra altamente edificante, educativa e de amor, sob a argumentação do “Isto não é Espiritismo!!” ?

Meu amigo e minha amiga, vejam um fato que eu testemunhei, envolvendo um dos mais expressivos nomes da história do Espiritismo no mundo, Divaldo Pereira Franco, um homem, bom, sério, honesto, digno e cem por cento comprometido com o Espiritismo, na sua essência.

Desde o ano de 1959, todos os anos o tribuno baiano era convidado e viajava para uma determinada capital de um Estado neste País, a fim de proferir três palestras, em três dias distintos, sempre para um público bastante expressivo.

No ano de 1987, como de costume, ele foi novamente a essa cidade, com as três palestras programadas.

Acontece que em uma das suas palestras ele dedicou maior parte do tempo a falar sobre o Sathia Sai Baba, dando ênfase à sua proposta educacional, ao seu compromisso de levar pessoas a mudanças nas suas condutas morais e sobretudo na consciência da reencarnação daquele líder indiano, enaltecendo as suas qualidades espirituais evidentes.


A palestra entusiasmou a enorme platéia presente, onde tinha gente até sentada no chão, ocupando todos os espaços dos corredores, tamanho o interesse pelo orador que sempre transmite mensagens edificantes, à luz da doutrina espírita. Ao final foi aplaudido calorosa e demoradamente por toda a platéia.

Sabe o que aconteceu depois?

A liderança espírita local achou que Divaldo Franco estava trazendo o “orientalismo” para a casa espírita, estava mistificando e promovendo enxertos na doutrina, e simplesmente deliberou em colocá-lo de castigo, decidindo por nunca mais chama-lo a fazer palestras naquele Estado.

Falar em Sai Baba é alguma coisa que está inserida dentro do”“Isto não é Espiritismo!!”, por mais que se trata de uma personalidade que, além de estar identificado com um ser de educação, de amor e de notável proposta de elevação espiritual, nos trás excelentes ilustrações, com o exemplo da sua própria vida, para entendermos melhor a questão da reencarnação, este assunto que, por incrível que pareça, é pouquíssimo estudado no movimento espírita.

Não documentaram a decisão, obviamente. Também não deram conhecimento público à decisão que, normalmente, quando isto acontece é de forma muito fechada, restrita a um grupo pequeno, porém com um grande efeito devastador.

Houve um “agravante”. Além de ter falado sobre Sai Baba, o mesmo Divaldo, um ano antes, em 1986, havia pedido a mim, na época apenas um colaborador que instalava os equipamentos de som nos ambientes para as grandes palestras, que colocasse a “Ave Maria de Gounod” ao final da sua palestra, naquele momento em que ele costumeiramente começa a pronunciar a “Prece da Gratidão”, o que foi atendido por mim, atitude que gerou um seríssimo problema com a direção do movimento espírita local, de forma muito enérgica, no local mesmo, diante de todo o público. (Guardo tudo filmado, até hoje).

Colocar uma música ali, para uma prece, mesmo suave e dentro daquele padrão que normalmente é utilizado para preces, corresponde a algo como se fosse um crime hediondo.


...Continua...

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Enfim. Divaldo só voltou àquela cidade sete anos depois, mesmo assim por insistência e pressão de minha parte, atendendo a um apelo público que queria vê-lo novamente e não conseguia entender os motivos pelos quais nunca mais ele fora lá. Mas ficou marcado ali. De lá para cá, quase 20 anos depois, não tem voltado mais lá com a freqüência de antes.

É por isto que pergunto: Onde estão os limites do “Isto não é Espiritismo!!” ?

Muitos dos meus leitores, costumeiramente, me perguntam o que eu acho da prática da Cromoterapia no Centro Espírita, assim como da prática do Reick, da Apometria e de outras que algumas instituições utilizam.

É aí que eu procuro consultar o bom senso e identificar a dosagem correta, para não colocar apenas meia colherzinha de açúcar no café ou exageradas três colheres de sopa no mesmo café. Nada pode ser 8 ou 80.

Vejam bem: O fato de determinadas coisas serem boas, não fazerem mal a ninguém, não quer dizer que necessariamente têm que ser levadas para o Centro Espíritas e praticadas como sendo Espiritismo.

A Cromoterapia, por exemplo, é alguma coisa que já tem comprovações científicas e resultados satisfatórios, fazendo bem a muita gente; mas é Cromoterapia e não Espiritismo.

A Odontologia também é boa; tem que ser levada para o centro espírita?

A Dermatologia, a Arte Culinária, a Massoterapia, a Programação Neuro Lingüística e inúmeras outras coisas maravilhosas são, de fato, coisas muito boas. Por isto tem que ser levadas para a casa espírita, só porque um dos seus dirigentes gosta muito?

O Centro Espírita é lugar para estudar Espiritismo. As suas salas já são insuficientes para o estudo da doutrina, o número de instrutores já é insuficiente em quantidade e sobretudo em qualidade, o número de horas e de dias de atividades na semana já é insuficiente, uma vez que a maioria dos centros fica mais fechado do que aberto, os espíritas pouco conhecem a doutrina, inclusive os dirigentes, e nós ainda vamos usar esse insuficiente espaço e esse reduzido tempo para ocupar com outros ensinamentos?

Mas de repente você diz: Alamar, eu já não estou entendendo mais nada. Você não está sendo contraditório nesta abordagem? Você acaba de defender o Divaldo, na tal cidade que citou, por ter falado em Sai Baba, agora está falando o contrário?

Não, claro que não. É exatamente neste ponto que quero convidar os espíritas à indispensável dosagem.

Quando Divaldo falou em Sai Baba, na palestra, ele levou ao público ensinamentos ilustrados de exemplos mais claros da questão da reencarnação, que tem tudo a ver com o Espiritismo, uma vez que aqui no Brasil a maioria dos espíritas apenas crê na reencarnação, quando no caso citado existem culturas que sabem da reencarnação, o que é muito mais forte. Por outro lado, um Sai Baba que apresenta propostas de reforma íntima do ser, educação e necessidade de melhor trato no ser espiritual de cada um de nós, claro que tem tudo a ver com o Espiritismo.

Não houve nenhuma espécie de implantação da “Babaterapia”, da “babametodologia” da prática espírita ou coisa parecida.

É diferente de alguém que passa a gostar da piramidologia, de repente instala uma pirâmide numa das salas do centro e manda que as pessoas, após as palestras, retirem os seus sapatos e deitem um pouquinho embaixo da pirâmide, a fim de receberem energias benéficas do alto.

É diferente da casa espírita que resolveu adotar, depois das palestras, que as pessoas se dirijam para uma sala, para determinado trabalhador da casa optar se bota uma toalhinha vermelha, verde, azul, amarela ou qualquer outra cor em cima da sua cabeça, muitas vezes até confundindo a Cromoterapia, que é um tratamento que se faz com luzes coloridas e não simplesmente com toalhinhas coloridas.

Não é a mesma coisa.

O “Isto não é Espiritismo!!” é alguma coisa que deve ser feito, sim, mas com mais responsabilidade quanto a filtragem, para não continuar sendo, como é, um instrumento de presunção de alguns e até mesmo de descarregamento de rancor em relação a confrades ou, muitas vezes, até inveja.

A obra “Violetas na Janela” foi muito criticada e proibida de ser vendida em vários centros espíritas. Hoje nem tanto porque tem outro fator que tem pesado de certa forma: “Os livros de Petit dão dinheiro pra casa”, então já não sofre tanto quanto há algum tempo atrás. Mas a intolerância em cima da obra foi e continua sendo grande demais. Ela é uma das que está citada dentro do “Isto não é Espiritismo!!”.

Analisemos por outro ângulo: Quantos e quantos milhares, talvez até milhões de brasileiros, esta obra não trouxe para o Espiritismo, graças à forma como é apresentada?

Não valeu a pena? Claro que valeu!!! Viva “Violetas na Janela” e viva a Editora Petit!!!

Quantos milhões de pessoas a nossa querida Zíbia Gasparetto, tão massacrada hoje pelo movimento espírita, não trouxe e continua trazendo para o Espiritismo?

Sei que muita gente tem o Flávio, da Petit, atravessado na garganta. Mas o que incomoda não é a obra não e sim o sucesso extraordinário que a sua editora faz no Brasil. Da mesma forma a dona Zíbia, uma das escritoras “top de linha” do Brasil. Por que o sucesso de alguns incomodam tanto em nosso meio?

Se alguma obra tem alguma coisinha que não está bem dentro do postulado espírita, não tem problema. A pessoa veio para o centro? Ótimo, então aproveitemos nós, que nos julgamos sabedores de tudo de Espiritismo, e botemos essas pessoas para estudarem as Obras Básicas, que elas vão entender o Espiritismo como deve ser entendido, e terá valido a pena.

...continua...

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MensagemEnviado: Seg, 18/Out/2010 14:54 
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A onda também é baixarem o sarrafo no José Medrado, porque ele não se limitou a ser simplesmente um palestrante espírita no modelo dos outros, ou seja: “Meus irmãos, que a paz de Jesus esteja com todos. Na palestra de hoje, vamos falar sobre a visita do Mestre Jesus a Zaqueu“.

Ora, ele criou um estilo diferente, é um verdadeiro “show man”, canta, sacode, brinca, conta casos e piadas, mas sempre deixa um puxão de orelhas nas pessoas, fazendo-as refletir sobre questões de ordem moral a espiritual. Fala o tempo todo no Espiritismo, desperta nas pessoas a atenção pelo Espiritismo, pelo conhecimento da doutrina.

Será que isto não vale a pena? Para o seu trabalho valer a pena ele tem que, necessariamente, citar a questão A ou B de O Livro dos Espíritos?

Todas as pessoas que vão ver as palestras do Medrado, vão a um evento espírita, invariavelmente terminam indo para a casa espírita depois, porque sempre saem de lá empolgadíssimas com o Espiritismo, porque ouviram o médium José Medrado, e quando se fala em médium, obviamente vinculam ao Espiritismo, esta que é a verdade.

Compete ao pessoal da casa espírita, altamente preparado, conduzi-las bem ao estudo, sobretudo das obras básicas, ao interesse por outras obras notáveis, como Leon Denis, Dellane, Geley, Bozzano e vários outros que consolidam o conhecimento espírita.

O pior é que a maioria também não conhece essas obras, por isto as deixam sempre embaixo do alqueire. Quem achar que o Alamar está exagerando, que dê uma bisbilhotada no centro onde freqüenta, que certamente tem uma livrariazinha, e procure por estas obras, pra ver onde é que estão.

Gente, vamos ter mais cuidado com o “Isto não é Espiritismo!!”.

Conhecer Kardec não se resume apenas em decorar as 1018 questões de “O Livro dos Espíritos” não. É fundamental entendermos o pensamento de Kardec, a cabeça de Kardec, a essência de Kardec, o homem avançado, atualizado, acompanhador dos avanços tecnológicos e “pra frente” que sempre foi Kardec para praticarmos um Espiritismo melhor e mais bonito.

Não tenhamos dúvidas de que se o Kardec se materializasse aqui hoje, com certeza absoluta a primeira coisa que ele faria era ter um computador, ligado à internet, com MSN instalado, SKYPE, câmera e tudo, pra viver falando daqui com Divaldo, onde ele estivesse, com Wanderley, nos Estados Unidos; Charles Kempf, na França; Isabel Saraiva, em Portugal; Fábio Villarraga, na Venezuela; Edwin Bravo, na Guatemala; Nestor Masotti e um montão de gente.

Esse negócio de dizer que praticamos uma doutrina “racional” e que somos seguidores de uma fé “racional” é bonito e chique demais. Mas pensemos bem: quem raciocinou em cima do Espiritismo? Eu? Você? Ou estamos pegando carona nos raciocínios de Kardec, de Denis e de outros?

Procedamos, então, uma mudança radical em cima disto. Tenhamos mais responsabilidade em qualificar com “Isto não é Espiritismo!!” apenas em cima de coisas que de fato não sejam Espiritismo, para não destruirmos os ideais de tantos valorosos trabalhadores pela doutrina, para não multiplicarmos a antipática intolerância que tem afastado tanta gente dos nossos centros, cada vez mais carentes de trabalhadores.

Unamo-nos neste momento fantástico que a Rede Globo está dando tanta força para o Espiritismo, com suas novelas, para uma considerável mudança cultural em nosso País, que certamente terá brilhantes conseqüências de ordem moral.

Carinhosamente.

Alamar Régis Carvalho

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MensagemEnviado: Seg, 02/Abr/2012 19:09 
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Mais informações

1º Encontro Nacional de Parlamentares Espíritas

São Paulo, 31 de março de 2012, das 09 às 17 horas

Salão Nobre da Câmara dos Vereadores de São Paulo






Muitas pessoas gostariam de participar ativamente do nosso evento, em São Paulo, todavia fica difícil o deslocamento das suas cidades até aqui e, por isto, vamos transmitir o evento pela WebTV, internet, ao vivo, de forma que os amigos, de várias partes do Brasil, possam interagir com suas perguntas e sugestões, através de chat.

O nosso amigo Lirálcio Ricci, cantor, que é o grande diretor e coordenador da Rádio Espírita (http://www.radioespirita.net) estará no local, durante todo o evento, inclusive coordenando a participação do público pela internet.

Eu havia anunciado que o evento seria transmitido ao vivo pelo site da própria Câmara dos Vereadores de São Paulo, bem como pelo Amigo Espírita, mas também será transmitido ao vivo pela TV CEI, no site http://www.tvcei.com na sua opção CANAL 3, que você verá no próprio site.



Considerações sobre a política brasileira e o movimento espírita



Os idosos, aposentados, vivem massacrados pela classe política brasileira, os seus ganhos cada vez mais achatados, no momento em que eles mais precisam, inclusive para comprar remédios que são indispensáveis nesta fase da vida.

Você vê alguma sensatez no movimento espírita dizer que não devemos nos envolver na política do País?



Os roubos no erário são cada vez maiores, a corrupção anda desenfreada em todas as esferas políticas, no âmbito municipal, estadual e federal, corroendo tudo, prejudicando a educação, a saúde, a segurança pública e tudo.

Você vê alguma sensatez no movimento espírita ainda dizer que não devemos nos envolver na política do País?



O Fantástico da Globo denunciou, há duas semanas, denunciou a alta soma que é desviada da saúde, em somas milionárias, de forma explícita e escancarada, mostrando os ladrões no vídeo.

E nós espíritas ainda dizemos que não temos nada a ver com a política nacional?



O aborto está na iminência de se aprovado pela classe política brasileira, oficializando, assim, uma das maiores tragédias da história do Brasil, o que marcará um comprometimento cármico terrível para o país.

E nós espíritas, ainda temos a frieza de dizer que o nosso movimento espírita não tem nada a ver com a política nacional?



Em vários momentos a classe política já ensaiou a idéia da implantar a pena de morte no Brasil.

E nós ainda dizemos que o movimento espírita não tem nada a ver com a política nacional?



A meta da chamada "bancada evangélica" e se constituir em maioria no Congresso, e está crescendo a cada eleição, e assinala como prioridade não acabar com a corrupção, não combater os crimes e os males do Brasil e sim alterar a Constituição, no seu artigo 5º, enfocando prioritariamente acabar com a liberdade de credo no País, para proibir a prática do Espiritismo, obviamente fechando todas as instituições espíritas.

E nós espíritas ainda dizemos que não temos nada a ver com a política nacional?



Estamos vendo verbas da merenda escolar sendo desviadas, verbas da saúde sendo desviadas, verbas da Previdência sendo desviadas e, por conta disto, pessoas passando necessidade e até morrendo.

E nos espíritas ainda dizemos que não temos nada a ver com a política nacional?



Políticos aumentam de forma absurda os seus próprios salários, que são elevadíssimos, tendo até 15º salário, o custo anual de um Senador no Brasil é de R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais) e o de um deputado é de R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais) e eles ainda querem mais.

E nós espíritas continuamos a dizer que não temos nada a ver com a política nacional?



Gente, pelo amor de Deus, o que significa mesmo a palavra Caridade, que tanto pronunciamos?

O que significa Justiça?

O que significa que o importante não é apenas não fazer o mal e sim a necessidade indispensável de fazer o bem, fazendo a nossa parte no mundo em que vivemos?

O elemento do meio espírita que reage contra a política, que não permite que fale em política na casa espírita é mesmo um defensor da pureza da doutrina ou é um tremendo omisso, irresponsável, insensível, desumano e indiferente em relação aos problemas dos seus semelhantes, o povo brasileiro, apesar de hipocritamente falar tanto em caridade?



Aos amigos que moram em São Paulo



Apelo para que juntemos as forças, para que estejamos de mãos dada na mudança desse paradigma terrível que se estabeleceu no meio espírita. Precisamos da presença dos amigos que concordam com estas idéias, no auditório da Câmara Municipal de São Paulo.

Companheiros nossos, que moram em outros estados, que também tem compromissos e afazeres, que também tem responsabilidades espíritas e pessoais, estão vindo de avião, com passagens às suas custas, para São Paulo, para aqui também pagarem estadia, deslocamento e tudo, a fim de participar do evento. Será que isto diz alguma coisa?

Queremos contar com a presença dos amigos, para que este encontro histórico, porque é o primeiro do gênero que se faz no Brasil, tenha algum eco.



"O futuro do Espiritismo será aquilo que os espíritas fizerem dele".

Abração

Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas, Escritor e AINSF Dinastia
alamarregis@redevisao.net
http://www.redevisao.net
http://www.alamarregis.com

Ah, tem outra coisa: Você, que gosta do Alamar, dê uma entradinha no site da Rede Visão e se cadastre lá, como amigo do Alamar. É fácil, basta clicar em CADASTRE-SE AQUI, que está logo ao lado esquerdo do site, coloque o seu email lá que o sistema vai verificar se já consta os seus dados em nosso arquivo. Se tiver, esses dados vão aparecer e você poderá completar as outras informações que pedem lá, com objetivos de estatística apenas. Se você já recebe emails do Alamar, com certeza já consta. Mesmo assim pedimos para que entre lá, a fim de atualizar as informações.

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Trabalhar pelo progresso de todos... por isso mesmo, fazê-lo com moderação, para um fim útil.
ESE CAP.X - 9


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MensagemEnviado: Sáb, 07/Abr/2012 18:46 
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A Globo dá um show de Espiritismo



Sei que as pessoas que odeiam a Globo vão ficar danada da vida comigo, mas não vou deixar nunca de registrar as inúmeras coisas boas que a nossa maior emissora de TV faz. Fiquei imaginando aqui, comigo mesmo:

Será que esses espíritas, que se empenharam tanto a transmitir e retransmitir um monte de emails, com elevado espírito de protesto e até indignação, baixando o sarrafo na Globo, por causa do Big Brother, que de fato é uma porcaria, falando em “moralidade”, falando até em “fechamento da emissora”, neste momento utilizam-se do mesmo empenho para falar, via tantos emails e até nas tribunas de centros, sobre o que a mesma Globo está fazendo, mais uma vez, pela divulgação do Espiritismo?

Gente, esta novela das seis que está no ar agora, “Amor, Eterno Amor”, está sendo um verdadeiro show de divulgação do Espiritismo, em mais uma iniciativa da Globo de levar temas espíritas ao ar, sempre com muito sucesso.

- “Divulgar o Espiritismo, Alamar?”

- “Eles só pensam em IBOPE”.

Sei que estas perguntas serão feitas por alguns espíritas, do tipo que acha que divulgação do Espiritismo é algo que só pode acontecer naquele método ineficiente e improdutivo que as suas cabeças imaginam, que é a tradicional palestra entre as quatro paredes do centro ou a venda de livros “BEM BARATINHOS”, para o povo.

Mas não era bem isto que Kardec queria, posto que sempre ele deixou claro que a idéia não seria bem aquela de que “o espiritismo seria a religião do futuro” e sim que as idéias espíritas poderiam ser o futuro das religiões.

Os que argumentam que “ela só pensa em IBOPE”, são exatamente aqueles pessimistas de plantão, que nunca conseguem ver boa intenção na iniciativa de ninguém, posto que só se dispõem a ver lama e podridão no mundo.

O que a Globo está fazendo, como sempre fez em suas novelas com temas espíritas, é mostrar as idéias espíritas, os pensamentos espíritas e a essência espírita de forma muito eficiente, com a teatralização natural das novelas, que é a forma mais eficiente de levar uma idéia a um país, onde o povo se liga totalmente na telinha, absorvendo o que ali é mostrado.

Aquela idéia de uma personagem médium criança, uma menininha meiga, carinhosa, honesta e altamente agradável ao telespectador é algo que funciona demais na cabeça do telespectador, principalmente naquele que tem aquela idéia maluca e preconceituosa de achar que todo médium é feiticeiro, é macumbeiro e praticante de coisas demoníacas.

O telespectador vê que ser médium não significa fazer macumba e, muito pelo contrário, consegue discernir entre o bem e o mal, consegue interagir com espíritos bons, que dão bons conselhos, boas orientações e tem boas relações, absolutamente naturais, como se fossem pessoas encarnadas normais.

As pessoas começam a perceber, também, que quando uma criança manifesta-se daquela maneira, não está precisando ser levada a psiquiatra e a nenhum outro tratamento médico e sim encarada com naturalidade.

O que vai acontecer, naturalmente?

Muitas famílias, que em outras situações ficavam apavoradas quando suas crianças se manifestavam daquele jeito, hoje, POR CAUSA DA NOVELA, vão encarar o fato de outra maneira totalmente diferente.

Eu só espero que aquelas criaturas que vivem baixando o ****** na televisão, principalmente na Globo, sob a acusação de que ela destrói os “valores” da família, por conta da sua influência, consigam também ver efeitos nessa mesma influência para, também, promoverem efeitos no bem.

Sei que é muito difícil isto acontecer na cabeça de alguns, posto que tem muita gente de cabeça dura que só consegue ver efeitos no lado negativo e na visão pessimista, absolutamente inviáveis na disposição de ver lado positivo em nada.

A cena da desencarnação da personagem Verbena foi um dos momentos mais belos da televisão nos últimos tempos, que levou muita a gente a se emocionar, em todo o país. Foi demais.

A maior crise que o Brasil enfrenta é a crise de moralidade, decência e vergonha na cara. Quando uma novela desta coloca personagens que enfocam este assunto, como é o caso do personagem principal, o Leo, com certeza o tema mexe também com a cabeça de muita gente, estamos falando em milhões de brasileiros, quantidade de público que a “humildade” da divulgação promovida pelo meio espírita jamais consegue.

Você já imaginou a quantidade de brasileiros que, por conta desta novela, começa a questionar:

- “Poxa, aqui em casa também a minha filha vê coisas e eu ignoro, não dando a menor atenção para ela”.

- “Mas que bonita essa explicação que eles dão sobre a ação dos espíritos e as nossas perspectivas de futuro”.

- “Mas que bonito morrer daquele jeito que a personagem morreu. Se for assim, eu não vou mais ter tanto pavor da morte”.

- “O pastor da minha igreja diz que o espiritismo é coisa do demônio, que só fala em destruir. Não estou vendo nada de destruição ali, só estou vendo amor, carinho, moralidade e coisa bonita”.

E ainda vem alguns espíritas avaliar a Globo, como um todo, apenas tirando como parâmetro o Big Brother?

Desculpe, gente, mas é muita burrice por parte de alguns. É produto daquelas cabeças que vivem falando em obsessores o tempo todo e nunca lembram dos espíritos do bem que estão sempre dispostos a nos ajudar e nós não damos a menor importância; daquele tipo de mediúnica que ocupa maior parte do seu tempo apenas para comunicação de sofredores, sem dar espaço para os espíritos do bem se relacionarem conosco; daquele outro tipo de espírita que só vê nos que realizam eventos espíritas a disposição de ficarem ricos à custa da doutrina... etc. etc. etc.

É preciso uma nova conscientização espírita, com mais lucidez e mais foco no bem, nas boas intenções e nas boas ações.

Viva a Rede Globo, a nossa maior emissora de televisão, que leva ao país em alto nível aquilo que não temos tido competência de levar.

"O futuro do Espiritismo será aquilo que os espíritas fizerem dele".

Abração

Alamar Régis Carvalho
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