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Culpa...Consciência pesada...Dificuldade em ajudar.
Moisés de Cerqueira Pereira

Iniciamos nossas atividades com bastante alegria, pois quando fazemos uma parceria “Médium de Incorporação e Médium de Doutrinação”,tudo flui com tanta facilidade, interessante dizer parceria, mas não levem a extremos, quero colocar desta maneira para evidenciar as sintonias, os entendimentos, as conduções, os desdobramentos, as interpretações, a segurança e porque não dizer o amor pelo que se faz...Todas estas condições auxiliam em muito as assistências da “Equipe Espiritual”... Nos trabalhos destas qualidades, “Trabalhos Mediúnicos de Desobsessão”, sempre nos encontramos com esta ou aquela pessoa que nos damos bem, mas tenhamos em mente que ciúmes e preferências exageradas só vem a trazer desequilíbrios para todo o restante do grupo...Saibamos ter também a paciência e tolerância e perceber que qualquer atrito percebido por nós, pare em nós mesmo, que não prossiga, que possamos dar sempre o exemplo da unidade e da paz mesmo em condições impróprias no momento.. Voltando ao trabalho...A Médium já estava incorporada e eu me concentrava em preces pedindo a Deus forças e bondade, solicitava também o concurso dos Bons Espíritos para mais uma tarefa em conjunto, Mundo Físico e Mundo Espiritual. A Entidade Espiritual se manifestava com bastante agonia, trazia em seu comportamento uma preocupação consigo e mostrava que percebia o estado em que estava e como era vista...Pois se esquivava quando lhe dirigia o olhar...Começou dizendo: _ Veja!, veja como estou, veja como estou, eu não sou isto, eu não sou assim...Veja o que fizeram comigo, eu não sou assim, me mudaram, me transformaram nesta cobra,neste bicho, eu não sou uma cobra...veja !...Veja!...Olha!, sei que não estou bem e não sou uma boa pessoa, mas eu não sou isto...Eu não sou esta coisa, eu não sou este animal....Eu sou gente...Me ajude!..Me ajude... Fiquei um pouco sem reação, pois nem sempre os Espíritos que vem com seus perespíritos transformados, apresentam esta repulsa com sua aparência...Tenho percebido que a maioria vem mesmo representando o papel que apresentam e mostra perante suas vítimas (Pessoas ou Espíritos obsediados), todo o comportamento da Plástia que apresentam...Se “Morcegos”, comportam como vampiros impiedosos e irredutíveis em suas missões, se “Lobos”demonstram ferocidade como a acuar suas presas para um abate, se “Monstros”, com essas formas bizarras apontam sempre para um ataque de pavor, terror, pânico, desespero, comportamentos estes observados nos obsediados, se “Serpentes”, mostram astúcia e um envolvimento onde a vítima apresenta-se sufocada e sente também um certo “asco” de si mesma...Mas no caso desta Entidade deste trabalho, apresentava ela repulsa por si mesmo e ao mesmo tempo acusava a si mesmo de algo imperdoável, de lgo que a enojava se si...Depois que ela silenciou fui direto ao diálogo: _ Veja o que você fez com você, você foi capturada e sofreu muito a ponto de perder os próprios sentidos, permitindo que seus inimigos exercessem sobre você uma força maior que a sua...Procure se acalmar, não tenho repulsa de você, você pode ser ajudada, basta que se concentre em minhas palavras e perceba que não está aqui sozinha...Se concentre, concentre-se só em seus pensamentos e nas minhas palavras e pense em Deus...Vamos!...Assim poderemos ajudar-te com mais recursos....Existem muitos interessados no seu socorro...Acredite. A Entidade parecia hipnotizada, apesar de queixar-se de sua situação e de sua forma, parece que não conseguia manter um contato firme com o “Socorro Espiritual”...Senti que havia mais alguma presença em questão, ou presenças, no que perguntei a Ela para tentar perceber algo mais, que respondesse para mim,as insistências de sua própria acusação, no que ela livremente relatou: _ Ouço vozes, me acusam e me acusam...Gritos nos ouvidos, eles não param, me chamam de assassina, de criminosa....Me chamam deste animal e não dão tréguas...Não há descanso para mim...Não consigo descanso...Porque eu fiz aquilo?...Por que?...Eles estão corretos, sou assassina, sou cruel...Sou mesmo um animal...Não sou gente...Eles sabem de tudo sobre mim...Por favor não lhes de ouvido...Não agüento mais estes sofrimentos, é horrível...Estou sofrendo muito. Procurei acalmá-la e chamar-lhe a razão...Disse-lhe que tínhamos uma cópia de sua ficha e que a “Equipe de Socorro” a conhecia e sabia onde ela estava e como ela estava, por isso não temesse e nem se envergonhasse, pois estávamos ali para auxilia-la, não para julga-la...Mas que era preciso ela parar com auto-punição...Era preciso confiar na bondade de Deus e no Amor que dispensava a “Equipe de Socorro” a ela...Procurei rapidamente chamar-lhe a atenção para que prestasse a devida atenção e repetisse a oração que iríamos fazer naquele momento, logo comecei a rezar o “Pai-Nosso”...Depois da oração...Percebi dois outros Espíritos que a acompanhavam bem de perto, fazendo o papel de acusadores e castigadores, onde através da tortura de palavras e presenças,exerciam uma influência incansável sobre esta Entidade...Ao ter percebido estes fatos, solicitei ao “Plano Espiritual”, que envolvesse estes irmãos em fluídos de amor e de bondade e que os adormecessem e fossem completamente afastados da aproximação deste Entidade que estava sendo auxiliada e que eles fossem também encaminhados para um local de amparo e esclarecimentos...Depois da prece e destes trabalhos de afastamentos dos algozes, esperei que ela novamente falasse, no que foi dizendo: _ Não a jeito para mim...Sou culpada...Tenho culpa sim...fui muito perversa....Não há jeito...Não há perdão...Não vou melhorar... Está Entidade mostrava um comportamento estranho para o momento do Socorro, pois não conseguia parar de se justificar com seus erros, condenando a si mesmo, dificultando todo um trabalho para uma sintonia mais precisa para uma ajuda plena...O “Plano Espiritual”, procurava através do auxílio do “Trabalho Mediúnico”, envolver está Entidade em novas vibrações fora aquela que ela estava sintinizada...Procurei chamar-lhe novamente a atenção para que concentrasse nas preces que novamente realizaríamos e falava-lhe que todos somos filhos de Deus e merecemos seus Infinito amor...Procurava animá-la para este propósito consigo mesma...Realizei a prece e procurei envolve-la em vibrações de calma, de paz, de harmonia e solicitei que os trabalhos fossem encerrados com o recolhimento da Entidade com muito amor e bondade para esta irmã...Terminei com um “Graças a Deus”.... Quando a médium voltou a si...Disse-me que a sua garganta estava quase unida a boca sem a forma do queixo e que ela se rastejava como se fosse uma cobra e que realmente havia outras Entidades que lhe seguiam infernizando-a constantemente com acusações e xingamentos...Concluiu também que no momento seria difícil retira-la daquela situação...Pois ela se auto-condenava e ainda não havia uma sintonia segura em si com os propósito Divinos...E que ela precisava de muitas preces, para que a luz adentrasse em seu intimo...Fiquei em silêncio meditando sobre este trabalho e fiz uma “Ave-Maria’...Rogando a mãe de Jesus que a amparasse.


(Moisés de Cerqueira Pereira atua em Atividades de desobsessão e em desenvolvimento pratico mediúnico).


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